aliancas_madeira

O anel pesava, sufocava e apertava-lhe a garganta como a corda de uma forca. Os anos sucederam-se e apenas deixaram frutos enrugados e azedos. Decidiu que nessa noite seria escrita a última página da tragédia. Só que ele não veio dormir a casa. Os dias passaram sem notícias. A polícia fez poucas perguntas e nunca mais voltou. As pessoas começaram a soltar calúnias. Ela não se importou. Vestiu-se de negro, enterrou o anel no quintal e saboreou as laranjas, que agora eram doces como o mel.